sexta-feira, 5 de abril de 2013

Há tempos

Tudo que me resta são alguns trocados no bolso esquerdo da calça preta surrada e um cigarro já envelhecido na primeira gaveta do móvel que fica ao lado da minha cama.
Tudo que resta é um comodo vazio, frio e sujo, com as suas paredes brancas que gritam por compaixão.
Tudo que resta são inúmeras folhas com inúmeras promessa de amor, que nunca foram entregues ao seu amor fictício.
O que me resta é ressentimento, solidão,  embriaguez e uma carta suicida no quarto ao lado.

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